Instituto lança Boletim Radar nº 16 sobre inovação

Foi lançada nesta terça-feira a 16ª edição do Boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comercio Exterior. A coletiva pública de lançamento ocorreu na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Publicado a cada dois meses, o boletim atual conta com sete artigos. O Radar é, segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto e editor da publicação, Luiz Ricardo Cavalcante, um veículo importante da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) na contribuição para formulações de políticas públicas.

Ele pontuou que “nem sempre o que se pretende com políticas de inovação se dá, por barreiras estruturais, como educação e infraestrutura”. Desde 2005, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), fortaleceu o processo de inovação nas micro e pequenas empresas. Para Cavalcante, “programas corporativos são mais consistentes, pois têm mais condições de fornecer resultados”.

Graziela Zucoloto, técnica do Ipea que colaborou para o Radar nº 16, afirmou que o Brasil é o 12° país que mais recebe patentes no mundo, com predomínio forte de não residentes. Os principais depositantes nacionais são dos setores de medicamentos, veículos, máquinas e equipamentos, químico e bebidas. A região Sudeste detém 54% dos depositantes de patentes.

Políticas públicas
Outro colaborador do boletim, Mansueto Almeida, destacou que, geralmente, em países em desenvolvimento, grandes grupos empresariais não inovam tanto, mas têm alto conhecimento em negociações, como no Brasil. Sua sugestão é usar essa vantagem para começar a investir. “O Brasil precisa de políticas para apoiar o setor industrial na área de inovação, e de foco em políticas que possam ajudar as empresas no processo de internacionalização” disse.

Após a crise de 2008, acrescentou, o país teve queda de crescimento, recuperou-se, mas continua sem expressiva atuação na exportação de manufaturados. “O setor público precisa de mecanismos para chegar ao produtor, que se encontra defasado no processo de evolução tecnológica”, finalizou.

Investimentos e mudanças
Luis Fernando Tironi, que também teve artigo publicado nesta edição do Radar, alegou que o programa Plano Brasil Maior, comparado aos antecessores, é mais assertivo nas escolhas de apoio, mas também precisa de ajustes.

O estudo de Bruno César Araújo foi exposto durante o lançamento. Em seu artigo, ele evidencia que as retóricas das políticas de inovação do Brasil e da China são semelhantes, e que os instrumentos para o setor não são diferentes dos usados nos países desenvolvidos e naqueles com rápido desenvolvimento.

A chefe da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação das Atividades Finalísticas (Ascav) do MCTI, Fernanda de Negri, afirmou que o Ministério vem acompanhando melhor o desempenho das políticas para inovação nas empresas. Segundo ela, o órgão está aplicando uma política de autoavaliação de modo a tornar-se mais eficaz ao longo do tempo. “O país tem participação relevante na inovação científica, principalmente em áreas ligadas a eixos de atuação econômica, agropecuária e setor petrolífero, mas não na produção de patentes” alertou.

Ela acredita que é preciso avançar mais na interatividade da academia com o setor produtivo e empresarial no país. “Por mais que o debate seja antigo, é preciso pensar em como se pode melhorar essa interação, pois ainda há dificuldade de detectar que política faz mais efeito e aquelas que não fazem.”

Leia a íntegra do Boletim Radar nº 16

Fonte: IPEA

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