Você está pronto para a inovação aberta?

criando ideias em conjunto

Voltando ao tema de Inovação Aberta. Em um artigo da Innovation Tools, Michael Dalton nos dá algumas dicas de como ser bem sucedido com a inovação aberta (open innovation). São conselhos que ele chama de “pré matrimoniais” para companhias que consideram iniciar projetos de inovação em conjunto.

Resultados positivos como o da P&G (procter & gamble) nos mostram que o caminho da inovação aberta pode ser bastante proveitoso. Entretanto, nem todos vão se beneficiar da mesma forma deste sistema ou que a inovação aberta é a “bala de prata” que vai resolver todos so problemas. Alianças devem ser bem avaliadas antes de serem formadas.  Como diz o ditado: “Antes só do que mal acompanhado”.

Os pontos chave tratados são:

  1. Querer – Você entende bem o que quer e precisa dessa parceria? Parcerias de inovação aberta precisam identificar claramente o problema que se quer resolver, qual valor se está criando e quanto desse valor você e seu parceiro vão dividir. Se você não tem um processo bem definido para encontrar e avaliar as necessidades dos clientes, gaste tempo e recursos resolvendo primeiramente essa fraqueza.
  2. Encontrar – Você sabe onde procurar soluções externas? Ou essa parceria está sendo feita devido a um breve encontro entre CEOs ou gerentes que pensaram parecido? Coloque sua equipe de P&D e de negócios para pesquisar bem sobre a solução tecnológica que você procura para saber quais são os principais jogadores e onde a ação está acontecendo para você fazer os contatos certos. Se você ainda não criou sua rede de contatos, comece a criá-la com as companhias e universidades que estão liderando os trabalhos na área que você busca. Além disso, os jogadores mudam rapidamente, então se familiarize com ferramentas que possam mostrar novas fontes como o NineSigma e o Innocentive (ainda não encontramos versões nacionais para esse fim).
  3. Firmar – Você tem um processo rigoroso de avaliação e negociação de parcerias? Um framework da AMG’s Alliance começa com as seguintes questões para identificar onde sua parceria estaria em risco:
    • Objetivos – qual a razão de cada parceiro para considerar a aliança?
    • Papeis – qual o papel de cara parceiro na aliança?
    • Recursos – o que cada parceiro trará para a aliança?
    • Limites – até onde os parceiros terão participação?
    • Modelo de mercado – quem e o que o consumidor vai ver?
    • Exclusividade estratégica – os parceiros deverão ser exclusivos para determinado mercado, região, janela de tempo?
    • Interseções – o parceiro já possuía algum tipo de aliança, como exclusividade no desenvolvimento ou distribuição, que inviabilizaria legalmente determinadas ações para com a aliança?
  4. Gerenciar – Você possui as ferramentas, métricas e a disciplina necessária para caminhar com a aliança? Gerenciá-la será uma tarefa complexa. Vocês devem concordar não só em como gerenciar a aliança, mas devem confiar que suas organizações vão cooperar. Se você não conseguiu dominar a eliminação de ilhas na sua própria organização, você ainda não está preparado para alianças.

A inovação aberta pode ser uma excelente abordagem para ampliar seu potencial de inovação, mas não funciona para todos. Além disso, muitas empresas esperam que a parceria firmada comece a dar problemas para só então buscar ajuda. A fase de namoro deve ser bem trabalhada para determinar se ambas as partes estão prontas para firmar o acordo.

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