O que NÃO colocar num currículo em TI

Você quer realmente trabalhar naquele empresa e vem estudando e se aperfeiçoando para vagas como aquela. Nessas horas, um deslize no curriculum pode, sim, acabar com as suas chances. Em poucos segundos, o avaliador decide se vale ou não vale a pena chamá-lo para uma entrevista. O que não fazer no curriculum para garantir que você vai ser chamado? (Ou pelo menos não piorar suas chances).

A primeira dica é não colocar informações irrelevantes. Como disse no primeiro post da série de dicas de curriculum, seja claro e, ao mesmo tempo, conciso. Coloque as informações mais importantes sobre a formação e a vida profissional de forma lógica e organizada, para facilitar a leitura, sem omitir o que interessa mas ao mesmo tempo sem colocar coisas que não vão servir para a vaga.

A segunda e principal dica deste post é NUNCA MINTA NO CURRICULO!

Eu acho que destaquei a frase mas não sei se consegui reforçar isso suficientemente com o negrito e a caixa alta… Só pra garantir, vou dizer denovo: Não minta, não exagere, não tente enrolar o avaliador! Se não sabe inglês, não adianta dizer que tem “nível  intermediário em conversação”. Se você viu assembly uma vez na vida e não sabe o que é ax e bx, não coloque que sabe assembly x86 (deixando implícito que pode entrar “naquela vaga para o projeto de drivers” hoje mesmo). Lembre-se que você terá de provar os conhecimentos que diz ter.  Se não tiver que provar na entrevista (e na FAST nós testamos os conhecimentos técnicos dos desenvolvedores durante a entrevista), terá que provar durante o dia-a-dia do trabalho, na FAST ou em qualquer empresa do mundo.

Recado dado, observo que, felizmente, mentiras são raras (apesar de existirem). O problema na maioria das vezes é que, mesmo sem querer, o candidato normalmente não deixa claro o quanto sabe de um assunto ou “exagera” nos seus conhecimentos. Em TI é comum a “sopa de letrinhas” de tecnologias e conhecimentos sem nenhuma referência de experiência ou do que significa aquele nível “Avançado” do lado. Pra dar um exemplo do absurdo que pode ser colocar um nível sem nenhum dado mais concreto, já vi uma pessoa que trabalhou profissionalmente 5 anos numa tecnologia dizer que tem experiência “Intermediária” (afinal, ele trabalhava do lado de um “guru” que realmente sabia a linguagem) e outra, que só viu esta mesma linguagem na faculdade, dizer que tem experiência “Avançada” (afinal, ele viu esta linguagem durante o curso todo). Comparando as duas pessoas, no entanto, era bem clara a diferença de experiência e conhecimentos de ambos (e oposta, obviamente).

Para piorar, na nossa área, é díficil ter alguma maneira clara de medir os conhecimentos dos candidatos antes da entrevista. Certificados e até mesmo diplomas não necessariamente indicam se uma pessoa é um desenvolvedor melhor do que outro que não tem. Uma pessoa saber a teoria ajuda (bastante) mas não indica de maneira nenhuma se ela programa bem.

Por causa disso tudo, a terceira dica que eu dou é que os candidatos coloquem por quanto tempo aplicaram cada um dos conhecimentos que eles colocam separados das experiências profissionais e qual foi a última vez que o usaram (academicamente ou profissionalmente). Ou seja, ao invés de colocar “Sei Assembly x86″ no curriculum coloque “programei em Assembly x86 por 2 meses e a mais de 3 anos atrás”. Ou, para facilitar a vida do avaliador e garantir clareza no curriculum, basta que o candidato use o Sistema de Curriculos da FAST e preencha o formulário para automaticamente gerar um curriculum em PDF compatível com essa terceira dica (e todas as outras :) ).

Por fim, se você acha que ainda precisa de mais ajuda com o seu curriculum, próxima semana eu estarei publicando alguns links e referências. De certa forma, isso também servirá para validar o que eu escrevi aqui e mostrar que os conselhos que estou dando são válidos para o mercado de TI de uma forma geral e não apenas para a FAST. Até semana que vem.

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