FAST: Desenvolvendo sonhos (Diário)

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012.

Desenvolver softwares que representem soluções para empresas de diversos setores é o foco da Fast Soluções, criada em 2006 pelos sócios Henrique Borges, Cleviton Monteiro, Guilherme Oliveira, Henrique Ferreira e Jobson Ronan. Com crescimento de cerca de 80% no faturamento de 2011 em relação a 2010, os cinco pretendem dobrar o tamanho do “filho” em 2012, apostando na grande demanda no Nordeste e Sudeste do país.

A Fast se lançou no mercado através da Incubatep, incubadora do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), na qual permaneceram por dois anos. Ao terminar o período, a empresa já era forte no cenário local. Atualmente, com três sócios a menos – que escolheram ir para gigantes da computação, como a Microsoft – a carteira soma 13 clientes, inclusive no exterior. Já criaram de sistemas de auxílio para máquinas de mineração a softwares de controle de prontuários médicos. Comemoram o sucesso já de olho em novas oportunidades, pois a carga de trabalho não para de aumentar.

Diante dessa demanda, é preciso contratar cada vez mais e sempre procurar profissionais qualificados. Por isso, estimular o crescimento entre os que já estão no “time” é um dos pilares da Fast. Eles próprios não demoraram a investir em um mestrado acadêmico no Centro de Informática (CIn) da UFPE, mesmo local onde cursaram a graduação em ciência da computação e se conheceram. “Sabemos a importância do conhecimento”, ressaltou Cléviton Monteiro. “Estamos tendo que recusar projetos porque não tem gente suficiente para fazer.” Apesar disso, ele considera as universidades de Pernambuco entre as melhores do Brasil. “Aqui fazemos softwares melhores e mais baratos.”

Para motivar inovações, também foi criado o Inspire – plataforma de comunicação que funciona como uma caixa de sugestões, em que todos colocam ideias e debatem a viabilidade ou não da aplicação, além de como melhorá-las. “Os funcionários se sentem à vontade para falar o que pensam, pois têm um canal adequado para isso”, afirma Borges. O piloto do programa foi instalado em uma empresa com 30 pessoas e, apenas no primeiro mês, foram 70 ideias depositadas. “A gente usa o Inspire para melhorar ele mesmo, inclusive”, afirmou Borges.

Para começar a empresa, os sócios enfrentaram o receio das famílias. “Sempre questionam porque não estou em um emprego público, não tenho estabilidade, horários fixos”, afirmou Henrique Borges. Porém, depois que abriram as portas, não faltou trabalho para fazer. Agora, investem no sonho de “ter uma das melhores empresas no Brasil para se trabalhar e estar sempre crescendo”, completou ele.

Fonte: Diario de Pernambuco – Caderno de Economia

Matéria sobre cliente da FAST (JC)

Matéria do JC do dia 01/02/2012 destaca a Modular Mining Systems, cliente e parceira da FAST (em destaque).

Fábio Lopes, líder da equipe de desenvolvimento do laboratório do Recife, destaca a complexidade dos sistemas desenvolvidos e o grande aprendizado dos novos funcionários. A equipe da FAST que presta serviços a Modular experimenta os mesmos desafios e recebe muitas oportunidades.

Jornal do Comércio - 01/02/2012

Jornal do Comércio - 01/02/2012

Matéria sobre o mercado de TI (JC)

Matéria do JC do dia 16/01/2012 destaca o crescimento do mercado de TI e a diversificação das funções na área, mas ressalta a dificuldade que as empresas tem para encontrar pessoal qualificado.

Henrique Borges, sócio e diretor de recursos humanos da FAST, foi um dos entrevistados pela matéria.

Jornal do Commercio - 16/01/2012

Jornal do Commercio - 16/01/2012

Site Atualizado

Atualizamos o site da FAST.

Estamos mais conectados às novas mídias (facebook, linkedin, twitter, flickr).

Iremos divulgar e avaliar novas oportunidades de trabalho com mais agilidade.

Traremos mais e melhores informações sobre nossos projetos e avaliações através de depoimentos e em breve métricas.

Novas atualizações serão mais rápidas e fáceis.

Oportunidades

O blog da FAST agora está com uma seção de Oportunidades. Fica ali em cima, do lado esquerdo… Venha aprender e se divertir conosco!

A Great Place to Work

A Great Place to Work é uma instituição internacional que se presta a estudar empresas e identificar quais práticas são necessárias para a formação de um lugar excelente para se trabalhar. O Great Place to Work Institute Brasil trabalha em parceria com a Revista ÉPOCA, publicando anualmente a pesquisa “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil”. Porém, tal pesquisa não se limita a analisar organizações brasileiras; as listas das melhores empresas são divulgadas em mais de 40 países.

O Instituto define uma Ótima Empresa para Trabalhar como um lugar onde “você confia nas pessoas para quem trabalha, tem orgulho do que faz e gosta das pessoas que trabalham junto com você”. Sendo assim, a avaliação das organizações é feita levando em consideração cinco dimensões do ambiente de trabalho. Considera-se primeiramente a confiança como o ingrediente essencial para o bom relacionamento no ambiente de trabalho entre líderes e liderados. De acordo com esse modelo, a confiança é composta de três dimensões: Credibilidade, Respeito e Imparcialidade. As outras duas dimensões, se referem ao relacionamento entre os funcionários e a execução de suas tarefas: Orgulho e Camaradagem.

Credibilidade

Significa que os gerentes devem comunicar os planos e direções da empresa aos seus subordinados e solicitar a opinião deles. Isso envolve a coordenação eficiente e efetiva de pessoas e recursos, para que os funcionários possam saber suas relações com os objetivos da empresa. Para obter credibilidade, as palavras precisam ser seguidas pelas ações.

Respeito

Envolve prover tudo o que os funcionários precisam para a realização de seu trabalho: equipamentos, recursos e treinamento. Além disso, reconhecimento e apreciação de seus esforços extras. Isso inclui acompanhá-los e fazer com que sejam parceiros nas atividades da empresa, criando um espírito de colaboração entre departamentos e um ambiente de trabalho seguro e saudável. Respeito significa que vida e trabalho podem ser conciliáveis e não apenas um slogan.

Imparcialidade

Nas empresas que praticam a Imparcialidade, o sucesso financeiro é compartilhado através de programas de benefícios e participação nos resultados. Todo mundo recebe uma igualitária oportunidade de reconhecimento. As decisões de contratação e promoções são feitas com imparcialidade, e o ambiente de trabalho fica, por si, livre de discriminação. Para ser imparcial, é preciso ser, acima de tudo, justo.

Orgulho e Camaradagem

As duas dimensões finais do Modelo do Great Place to Work® tratam do relacionamento entre funcionários e suas tarefas: Orgulho do que fazem e, o relacionamento entre funcionários: Camaradagem.

Para participar é necessário que a empresa tenha no mínimo cem colaboradores e que esteja atuando no mercado há pelo menos 3 anos. O processo de avaliação se divide em três etapas: pesquisa com os funcionários, avaliação das práticas desenvolvidas e avaliação qualitativa feita pela equipe do Great Place to Work com base nas informações obtidas nos questionários dos colaboradores. Vale ressaltar que as organizações que não alcançarem um índice maior que 70% da satisfação de seus funcionários são desclassificadas. A inscrição é gratuita, desde que a empresa opte que a pesquisa com os funcionários seja feita online.

Na lista nacional, tivemos apenas uma empresa em Pernambuco a figurar entre uma das melhores empresas para trabalhar do ano de 2009, a ABA – Associação Brasil América.  Fundada em 1988, a ABA possui cerca de 140 funcionários e atualmente é vista por ser muito mais que uma escola de línguas. Participamos de uma palestra ministrada por Eduardo Carvalho, diretor executivo da instituição, que nos apresentou as principais práticas que fizeram a  ABA ser considerada uma Great Place to Work:

  • Abertura de um canal de comunicação eficiente aos colaboradores;
  • Oferecer seguro saúde, previdência privada e bons salários;
  • Estimular o desenvolvimento profissional;
  • Elaboração de programa de desenvolvimento de líderes e de formação de professores;
  • Propor desafios que premiam práticas criativas dos professores;
  • Preocupação com o ambiente de trabalho, inclusive integrando a estes elementos do Feng Shui;
  • Desenvolver programas que promovam o bem-estar;
  • Inspirar os funcionários para trabalharem na ABA;
  • Celebrar momentos importantes com os funcionários;
  • Envolver a equipe em programas sociais, compartilhando os benefícios com a sociedade;
  • Construção de uma biblioteca exclusiva para os profissionais; e
  • Buscar novas tecnologias para atender melhor as necessidades do ambiente de trabalho;

Sendo assim, podemos no mínimo afirmar que a pesquisa do Great Place to Work do Institute Brasil é interessante, pois destaca quais medidas podem ser tomadas para se obter uma maior satisfação dos colaboradores; o que tem como possível consequência um melhor resultado financeiro para a organização.

Não podemos deixar de ressaltar que vale a pena participar deste estudo, pois todas as empresas participantes recebem um relatório com uma análise individual da pesquisa, mesmo aquelas que não vão para a lista. Ou seja, é uma consultoria gratuita. Por hora, é válido observar algumas práticas da ABA ou das outras 99 empresas que entraram na lista e tentar colocá-las em prática na sua organização.

Segundo a GPTW: “Quando as empresas se tornam excelentes, a divisão entre administração e trabalho desaparece. O ambiente se torna uma comunidade. Os funcionários têm orgulho do que fazem, de sua equipe e de sua empresa. Eles sentem que podem ser eles mesmos e celebrar o sucesso de seus acionistas e funcionários entre toda a organização. As pessoas sentem prazer, de forma profunda e duradoura, em realizar seu trabalho.”

Esse é um dos objetivos pelo qual a FAST foi criada. Buscamos criar um ambiente onde todos tenham prazer em trabalhar e figurar entre os 100 melhores lugares para se trabalhar será o reconhecimento desse esforço. Ainda não temos os requisitos necessários para participar, mas já estamos melhorando nossas práticas, buscando o alinhamento com o Great Place to Work.

Para maiores informações, acesse:
www.gptw.com.br ou www.greatplacetowork.com.br

www.estudenaaba.com

Como delegar atividades

Parte das responsabilidades de um líder, seja ele um líder técnico ou gerente, é perceber que não pode fazer tudo sozinho. Ele deve e precisa aprender a delegar atividades e decisões para aumentar sua produtividade e da equipe que é responsável, melhorar as habilidades e capacidades do time e desenvolver as pessoas sob sua liderança. Delegar não é fácil, no entanto. Abaixo, segue uma lista de coisas que o líder deve considerar antes de delegar uma atividade ou decisão:

Coisas a se perguntar antes de delegar uma atividade:

  1. Estou passando uma atividade que é discreta (ie: tem começo e fim)?
  2. A pessoa tem as habilidades para fazer o trabalho e/ou a vontade e os recursos para aprendê-lo?
  3. A atividade está de acordo com as prioridades e metas passadas explicitamente para esta pessoa?
  4. A pessoa tem autoridade e/ou influência suficiente para realizar esta atividade?
  5. A pessoa tem tempo e recursos materiais suficientes para realizar esta atividade?
  6. Estou levando em consideração as habilidades, treinamentos e experiências da pessoa a quem estou delegando a atividade (e não as minhas) na hora de definir os recursos e tempo suficientes?
  7. A pessoa sabe quais os resultados esperados e como avaliar a qualidade deles?
  8. A pessoa recebeu explicitamente as condições e limites da execução da atividade, especialmente qual o prazo, orçamento e guidelines a serem seguidos?
  9. Deixei explicitas quais possíveis soluções são consideradas inadequadas e os motivos para tal?
  10. A pessoa sabe como perceber e definir progressos e marcos intermediários desta atividade e como me notificar se (quando) ocorrerem desvios do planejado?
  11. Estou ativamente gerenciando os riscos da atividade e de delegá-la?
  12. A atividade é uma decisão? Se sim, estou sendo explicito se estou delegando a decisão propriamente dita ou apenas estou delegando a busca de alternativas e recomendação? Eu espero algum artefato/documento/e-mail com as alternativas consideradas e as razões da escolha?

Por que double.NaN == double.NaN retorna false?

À primeira vista o programador poderia achar que a comparação acima resultaria em true, mas para surpresa da maioria (me incluindo) isso não ocorre. Será que é um bug da plataforma .NET?

Investigando a fundo a questão descobri que há uma especificação da IEEE que diz o seguinte:

“In the syntax of C , the predicate x != y is True but all others, x < y , x <= y , x == y , x >= y and x > y , are False whenever x or y or both are NaN.” (IEEE Standard 754 for Binary Floating-Point Arithmetic)

Então como proceder para descobrir se um valor é um NaN? O recomendado é usarmos double.IsNaN(double d). Mas o que exatamente essa função faz? Fiz o disassembly da mesma e pude constatar que ela simplesmente faz uso da definição da IEEE acima citada:

.method public hidebysig static bool IsNaN(float64 d) cil managed
{
.custom instance void System.Runtime.ConstrainedExecution.ReliabilityContractAttribute::.ctor(valuetype System.Runtime.ConstrainedExecution.Consistency, valuetype System.Runtime.ConstrainedExecution.Cer) = { int32(3) int32(2) }
.maxstack 8
L_0000: ldarg.0
L_0001: ldarg.0
L_0002: beq.s L_0006
L_0004: ldc.i4.1
L_0005: ret
L_0006: ldc.i4.0
L_0007: ret
}

Ou seja, realiza uma comparação do número com ele mesmo, se der false é porque o número é um NaN. Porém, para aqueles como eu, que estão “escovando bits” em busca de performance podemos fugir um pouco do recomendado e fazer a seguinte transformação:

double value = double.NaN;
if (double.IsNaN(value))
{
// faz algo
}

Em

double value = double.NaN;
if (value  != value)
{
// faz algo
}

Em testes realizados num dispositivo ARM rodando WindowsCE + .Net Compact Fremework 3.5 foi verificado que a value  != value é 2x mais rápido que double.IsNaN(value), o que pode ser justificado pelo fato de eliminarmos uma chamada à um método.

Competições de Inovação

Primeiramente peço desculpas pelo sumiço. Estive participando esses dias do 4º Desafio GV Intel realizado em São Paulo e precisei de um tempo para finalizar nosso protótipo e a apresentação. Apesar de não termos ganho, a experiência foi muito boa. O feedback dos jurados – investidores, empreendedores, acadêmicos – sem dúvida nos ajudará a melhorar nossa estratégia de produção e comercialização do fastpark. Aproveito para dar os parabéns aos nossos amigos e conterrâneos da SiliconReef pela vitória no desafio e desejar sorte na participação da etapa mundial da competição.

Este post é para chamar os empreendedores a participar de eventos como este, que acontecem durante todo o ano e que são uma ótima oportunidade de divulgação e para se obter pontos de vista de pessoas altamente gabaritadas avaliando seu projeto.

Algumas competições da iniciativa privada:

imaginecup1

  • Imaginecup – competição mundial patrocinada pela Microsoft para soluções de software (que utilizem suas tecnologias) em temas variados. O deste ano é: “Imagine um mundo onde a tecnologia ajude a solucionar os problemas mais complexos que enfrentams atualmente”. Esta competição está dividida nas categorias: Projeto de Software, Game Design e Midia Digital.
  • deasfio1Desafio GV Intel – competição coordenada pelo GVcepe (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getulio Vargas de São Paulo) e apoiada pela INTEL. Em 2009 passou a focar na geração de novos negócios. Continua tendo o Plano de Negócios como importante fator na avaliação das equipes, mas os protótipos e os integrantes das equipes passaram a ter maior peso. Esta competição é a porta de entrada para o IBTEC – mundial. Este ano, a organização do desafio inovou e se estabeleceram em uma rede social para que tanto os participastes quanto investidores e avaliadores interajam na rede – desafio.ning.com.
  • santanderPremio Santander – competição nacional (mas também executada em outros países) que tenta fazer com que alunos e pesquisadores transformem seus projetos e ideias inovadoras em realidade.  Esta dividido em duas categorias: Empreendedorismo e Ciência e Inovação.

Promovidas por órgãos públicos:

  • Premio Finep de Inovação – Competição aberta a empresas de todos os portes, instituições de pesquisa, ONGs e inventores. No ano de 2009 os candidatos concorrem a até R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), divididos entre os vencedores das etapas regionais e nacional.Desse total, serão até R$ 9 milhões em recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos) e até R$ 20 milhões em recursos reembolsáveis do programa Finep Inova Brasil.

Existem outros que não conheço tão bem, mas que vale a pena dar uma olhada:

  • Premio Inovação em Sustentabilidade – premio dado para uma iniciativa inovadora, economicamente viável, ambientalmente equilibrada e socialmente inclusiva que seja desenvolvida dentro dos temas: Desenvolvimento de Cadeia de Valor, Educação, Meio Ambiente, Saúde e Tecnologia da Informação.
  • New Ventures – iniciativa presente em diversos países além do Brasil (México, China, Indonesia e Índia) que busca apoiar empreendedores no amadurecimento dos seus modelos de negócio, capacitá-los na incorporação de sustentabilidade à gestão e à operação dos empreendimentos, aproximando-os, por fim, a investidores-anjo (angels) e fundos de capital semente ou de capital empreendedor.

Sem dúvida existem outros, espero que vocês comentem sobre eles.

Mas, por que vale a pena participar?

Primeiramente, ganha-se uma visibilidade gratuita nos meios de imprensa. Temos também contato direto com investidores, acadêmicos, empreendedores, principalmente nas bancas de avaliação e que nos dão feedbacks extremamente valiosos; uma “consultoria” grátis de pessoas com bastante experiência; e esse, sem dúvida é o ponto que mais ouço ser comentado e apreciado pelos participantes. Em caso de vitória, recebe-se prêmios, muitas vezes em dinheiro, que podem auxiliá-lo a dar início ou um empurrão ao seu negócio.

Fuzzy Front End da Inovação – por que é tão difícil inovar?

FFEA base tanto do meu mestrado quanto o de Cleviton é o Fuzzy Front End da Inovação (vocês ainda vão escutar muito sobre isso :P). É a etapa que vai desde “geração de idéias” até a “avaliação após o desenvolvimento do conceito”. Ela é crucial para o PDNP (Processo de Desenvolvimento de Novos Produtos), citado neste blog anteriormente. Mas, por que essa faze é tão desafiadora?

Primeiramente, por se tratar do primeiro filtro do processo de gestão da inovação. E como, no fim das contas, as decisões são humanas e existem inúmeras variáveis para tentar se referenciar, erros acontecem e sempre acontecerão.

Nosso trabalho no mestrado e em um projeto que já começamos a desenvolver na FAST é em criar um conjunto de ferramentas capazes de minimizar os erros através do gerenciamento e disciplina para o processo, aumentando as chances de sucesso.

Mas, quais são alguns dos erros mais apontados nessa primeira fase?

  • Muito Foco nas fontes internas.

Boa parte das tentativas de inovação são focadas em idéias internas, geradas pelos gestores e funcionários. Não existe espaço e meios suficiente para envolver fontes externas no FFE. A Inovação Aberta procura resolver esse problema, mas precisamos nos abrir e trazer o conceito para a prática.

  • Muito foco na geração de idéias e pouco em processo e pessoas.

Gerar ótimas ideias sem dúvida traz um animo grande as empresas, mas não garantem o sucesso. Vê-se nelas um grande potencial de solução de problemas e de montanhas de recursos advindos do produto gerado. Mas, ideias devem sair do papel. Ação é a palavra de ordem; precisa-se seguir adiante no processo de gestão da inovação para que realmente se movimente a economia.

Precisamos então conseguir filtrá-las “corretamente” e garantir que elas tenham recursos garantidos para seu desenvolvimento. E principalmente, pessoas certas estejam no comando do seu desenvolvimento no momento certo.

  • Falta de filtros ou filtros não seguidos

O processo de “desenvolva tudo” não funciona. Filtros são EXTREMAMENTE necessários para garantir mais recursos para as melhores propostas. Não existe dinheiro infinito para desenvolver ideias, até mesmo o Google interrompe projetos que não demonstram a viabilidade necessária para continuar a evoluir (exemplos1 e 2).

  • Processos muito complexos

Como dito no post anterior – KISS (keep simple and stupid). Burocratizar demais o processo de inovação também pode engessá-lo. Não existe processo perfeito, existem processos adequados. Além disso, muitas coisas precisam ser aprendidas “on the fly” na medida em que o projeto anda, acompanhando as necessidades e feedbacks dos usuários.

Acharam interessante? Comentem no nosso blog, críticas e opiniões são sempre bem vindas.

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